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A NOSSA HISTÓRIA
Forte Infante Mercado dos Escravos Muralha


“ Aqui armou D. Henrique as caravelas que abriram caminho às grandes navegações dos Descobrimentos.”

Debruçada sobre o mar, Lagos cedo se habituou a ser disputada por fenícios, gregos e cartagineses. Após a ocupação do povo romano que a baptizou de Lacóbriga, a influência mediterrânea fez-se sentir uma vez mais com a presença do Império Árabe.
As ruas estreitas, o artesanato e, acima de tudo, as muralhas que protegem a cidade, foram a importante herança deixada aos lacobrigenses por esta civilização milenar.

Mas, Lagos tornou-se conhecida como a Cidade dos Descobrimentos porque foi a partir daqui que o Infante D. Henrique iniciou a grande diáspora do Descobrimentos portugueses.

O prestígio conquistado pelo papel determinante que desempenhou na “descoberta de novos mundo ao mundo” perdurou pelos tempos fora. E fez com que D. Sebastião elevasse Lagos à categoria de cidade em 1573. Lagos recebeu D. Sebastião pela última vez em 1578, a caminho da fatídica Batalha de Alcácer-Quibir.

Alvo de cataclismos humanos e naturais como o terramoto de 1755, a cidade volta a nascer das ruínas. Um renascimento sujeito à lentidão da História, apoiado no comércio, pesca, agricultura e numa indústria ainda incipiente.

Foram precisos séculos, mas a cidade aí está em toda a sua grandeza. Impulsionada pelo mar, Lagos continua a ser admirada pelas águas límpidas, pela sua baía e por uma história ancestral que apetece descobrir em cada monumento da cidade.

LOCAIS HISTÓRICOS A NÃO PERDER

Castelo dos Governadores Castelo dos Governadores (período árabe)
De fundação árabe, este castelo foi conquistado em 1189 por D. Sancho I. No séc. XIV foi aqui estabelecido o governo militar do Algarve. Hoje pouco resta deste castelo apalaçado, conservando-se a Janela Manuelina de onde D. Sebastião terá assistido em 1579 a uma última missa, antes de partir para a Batalha de Alcácer-Quibir.
Igreja Matriz de Odiáxere Igreja Matriz de Odiáxere (período árabe)
Templo religioso de fundação árabe que, em finais do séc. XVI, esteve praticamente arruinado tendo sido reconstruído no séc. XVII por ordem do então Bispo do Algarve. Nesta igreja podem-se observar azulejos dos finais do séc. XVIII e um conjunto de estatuária bastante interessante. Apresenta um admirável Portal Manuelino onde se destaca um conjunto de romãs dispostas em arcos.
 
Estação Arqueológica Romana da Luz Estação Arqueológica Romana da Luz (período romano)
Trata-se de uma “villa” romana descoberta no séc. XIX, onde podemos ver o balneário romano com várias dependências e os pavimentos em mosaico. Foi igualmente posto a descoberto um complexo industrial constituído por tanques de salga de peixe.
Ponte D. Maria II Ponte D. Maria II (período romano)
Edificada sobre a Ribeira de Bensafrim, apresenta vestígios da época romana. Sofreu obras de beneficiação em 1618. Com o terramoto de 1755 que destruiu a cidade, esta ponte ficou arruinada. No ano de 1796 foram consolidadas as suas estruturas e inaugurada uma lápide comemorativa que hoje se encontra no Museu Municipal de Lagos. Em 1805 volta a ser destruída, sendo de novo recuperada em 1960.
Ermida de São João Baptista (idade média)
De origem medieval, provavelmente do séc. XII, esta ermida foi muito procurada pelos devotos nos finais do séc. XV. Sofreu grandes danos com o terramoto de 1755, tendo sido reconstruída em 1805. Beneficiou de obras de conservação em 1985 e em 1993. Sobressai a beleza da capela-mor em talha dourada.
Igreja de São Sebastião Igreja de São Sebastião (séc. XIV-XV)
Apresenta um portal renascentista dos finais do séc. XV e contém iluminuras e esculturas de grande beleza. A porta principal é ladeada por duas colunas dóricas. O seu interior, formado por três naves sobre colunas dóricas, conserva uma belíssima imagem de Nossa Senhora da Glória, oferecida por D. João V.
No séc. XIV era uma ermida consagrada a Nossa Senhora da Conceição, mas em 1463 foi transformada em igreja e dedicada a São Sebastião. Possui um anexo onde existe uma pequena capela dos ossos.
Mercado dos Escravos Mercado dos Escravos (séc. XV)
Em 1444 chegaram a Lagos os primeiros escravos trazidos de África, dando origem ao primeiro mercado de escravos. O primeiro piso do edifício foi utilizado como Casa de Vedoria e Alfândega, Casa de Guarda e Prisão Militar. Este local ganhou uma simbologia que se liga com a tradição popular, pois sabe-se que o primeiro mercado de escravos, trazidos pelas caravelas que demandavam de África, se realizou no Rossio da Trindade, às portas da vila. Actualmente o piso térreo funciona como galeria de arte. O piso superior é composto por uma só sala com as armas do Marquês de Nisa gravadas na sua fachada.
Igreja de Santa Maria Igreja de Santa Maria (séc. XV-XVI)
Construída no séc. XV, esta igreja é formada por uma única nave de planta rectangular, capela-mor elevada, baptistério e um coro situado sobre a zona da entrada principal. Considerada pelo povo como Igreja Matriz, por ter substituído a Igreja de Santa Maria da Graça destruída pelo terramoto de 1755, esta igreja foi reconstruída nos finais do séc. XIX. A destacar a magnífica cantaria lavrada da fachada.
baluartes Muralhas e Torreões de Lagos (séc. XV-XVI)
Erigidas nos reinados de D. Manuel I, D. João III e Filipe I, estas muralhas envolviam completamente a cidade para defender Lagos dos piratas e das frotas hostis. Pelo seu estado de conservação e extensão, são das mais imponentes do Algarve. Do conjunto destacam-se os seus baluartes e portas através dos quais é possível obter belas perspectivas da cidade.
muralha
Igreja da Luz Capela Mor – Igreja da Luz (séc. XVI)
De estilo barroco, ostenta uma parede em talha dourada bem como um conjunto de arcos em pedra encimados com escudo datado do séc. XVI. Esta arcaria de estilo manuelino, possui alguns trabalhos em baixo relevo de onde sobressaem figuras humanas e de animais.
Armazém Regimental Armazém Regimental (séc. XVII)
Encerra o único conjunto de Sete Passos da Via Sacra que no séc. XVIII se encontravam espalhados pela cidade. Na fachada principal, sobre cada uma das portas, apresenta um escudo das Armas do Reino do Algarve e, entre eles, uma chancela do Conde de Avintes. O grande frontão barroco coroa o Passo (oratório) encerrado pelas duas grandes portadas de madeira.
Janela Manuelina Casa da Janela Manuelina (séc. XVII)
Este edifício de traça manuelina exibe na fachada o esplendor de uma janela quinhentista e cantarias originais do século XVII.
Forte de Nossa Senhora da Penha de França Forte de Nossa Senhora da Penha de França (séc. XVII)
Fora das muralhas da velha cidade, situa-se a Fortaleza de Nossa Senhora da Penha de França. Mais conhecido por Forte da Ponta da Bandeira, este foi um dos últimos pontos defensivos de Lagos a ser construído. A entrada faz-se através de uma ponte levadiça sobre um fosso. Restaurado nos anos 60, constitui um verdadeiro ex-libris das fortificações marítimas da antiga Praça de Guerra.
Forte de Nossa Senhora da Penha de França
Igreja de Santo António Igreja de Santo António (séc. XVII-XVIII)
Edificada em 1707 e reconstruída em 1769, esta igreja foi classificada como monumento nacional pelo grande valor da talha dourada dos sécs. XVIII e XIX que apresenta. As paredes são revestidas por painéis de azulejos do séc. XVIII e a cobertura é feita por uma abóbada em madeira, imitando uma abóbada de berço. No altar está colocado o padroeiro Santo António com o Menino Jesus nos braços, ladeado por dois anjos que sustentam tocheiros.

Igreja de Santo António

Edifício dos Paços do Concelho Edifício dos Paços do Concelho (séc. XVIII)
Apresenta uma magnífica fachada setecentista, recuperada na primeira metade do séc. XIX após um incêndio. Actualmente encontram-se a funcionar neste edifício os serviços de Cultura, Acção Social, Desporto, Informação e o Gabinete de Apoio à Presidência.
Arco de São Gonçalo Arco de São Gonçalo (séc. XX)
Oratório edificado nos anos 40 para perpetuar a memória do Santo Padroeiro. Diz a tradição que S. Gonçalo, patrono dos pescadores de Lagos, terá nascido numa casa situada junto das Portas do Mar, precisamente onde hoje se encontra o seu nicho e imagem. Homem dedicado à catequese e à pregação, a ele foram atribuídos alguns milagres, nomeadamente, o milagre da “multiplicação dos atuns”.
Estação de Caminhos de Ferro Estação de Caminhos de Ferro (séc. XX)
Construída em 1924, esta estação situada na margem esquerda da ribeira de Bensafrim, constitui um belo exemplar da arquitectura pública dos anos 20.
Museu Municipal Dr. José Formosinho Museu Municipal Dr. José Formosinho (séc. XX)
Fundado em 1934 pelo Dr. José Formosinho, este museu instalado no edifício anexo à Igreja de Santo António, possui um espólio muito interessante, com colecções singulares e peças museográficas únicas em Portugal. Aqui podemos encontrar a secção de Arqueologia, com peças do Neolítico, Luso-Ibéricas, Romanas e Árabes; Arte Sacra, com pinturas do séc. XVIII; História de Lagos, onde se pode apreciar o Foral de Lagos atribuído por D. Manuel I, em 1504, e a Chave da Cidade; Etnografia do Algarve, onde se destaca o transporte tradicional de azeite, aqui apresentado por um pequeno burro embalsamado; e ainda as secções de Numismática, Mineralogia e Etnografia Ultramarina.
Museu Municipal Dr. José Formosinho
Fortaleza da Senhora da Luz
De fundação desconhecida, foi por duas vezes reconstruída, a primeira no reinado de D. João III e a segunda durante as guerras de restauração. É actualmente uma residência particular, situada na Ponta da Calheta, na freguesia da Luz.
 

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